Industrialização Mundial: industrializaram-se sobre quais fundamentos?

Reino Unido, França, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Rússia, China

REINO UNIDO E FRANÇA: OS PRIMEIROS PAÍSES A SE INDUSTRIALIZARO Reino Unido foi o primeiro país a se industrializar porque foi nesse país que, pela primeira vez na história, se reuniram as condições fundamentais para a eclosão doprocesso de industrialização, tais como: maior acúmulo de capitais durante o capitalismo comercial; consolidação precoce da burguesia no poder; desenvolvimento, no país, dos principais avanços tecnológicos da época; disponibilidade de grandes jazidas de carvão mineral; abundância de mão-de-obra etc.

As principais regiões industriais aparecem no centro-sul do Reino Unido, especialmente no eixo Grande Londres-Grande Birmingham. As “regiões negras”, embora decadentes, ainda têm centros industriais importantes, como Manchester, Liverpool e Glasgow.O Reino Unido tem perdido terreno para outras potências, especialmente no pós-guerra, porque não conseguiu acompanhar o acelerado ritmo de inovações tecnológicas introduzidas no processo produtivo, que elevou o nível de produtividade e competitividade de países como o Japão, os Estados Unidos e a Alemanha. Como resultado seu crescimento econômico foi menor e hoje o Reino Unido é a quarta economia do mundo, bem atrás dos outros três mencionados acima, sobretudo dos Estados Unidos, sua ex-colônia.Assim, o Reino Unido sofreu uma decadência relativa, ou seja, embora continue sendo uma potência econômica, perdeu terreno para seus competidores.A França iniciou de forma consistente seu processo de industrialização no início do século XIX, quando já tinha se estabilizado politicamente, ou seja, quando a sua burguesia já tinha se consolidado no poder, após os acontecimentos da Revolução Francesa de 1789. Em fins do século XIX, enquanto o Reino Unido já entrava na Revolução Industrial, a França ainda estava fazendo sua revolução burguesa.Há importantes concentrações industriais francesas nas regiões ricas em carvão e minério de ferro, por isso pioneiras, na Lorena, no Nordeste; também no Norte e em Pasde-Calais, onde a exploração carbonífera já está praticamente esgotada. Há centros industriais importantes ao longo de rios navegáveis, como Lyon (rio Ródano), Paris (rio Sena) etc. Existem também centros industriais importantes localizados em torno de portos oceânicos: Marselha (Mediterrâneo), Le Havre (Atlântico) etc. Mas o principal centro industrial é a região de Paris, que engloba a capital e vários municípios periféricos, principalmente porque, além de ser a capital, concentra o maior mercado consumidor e a maior disponibilidade de mão-de-obra do país.O Reino Unido tornou-se um dos grandes produtores de petróleo do mundo a partir da década de 70. Com as duas crises do petróleo e a brutal elevação do preço do barril,passou a ser necessária a exploração em águas profundas, já que as reservas do mineral encontram-se na plataforma continental do Mar do Norte. O Reino Unido, em menos de uma década, passou de importador a exportador de petróleo.Já a França não tem reservas relevantes, sendo, por isso, grande importador. Para compensar a escassez dessa fonte de energia, a França investiu maciçamente em seu programa nuclear, já que o país é rico em urânio. Em 2003, 75% da energia elétrica gerada no país provinha de usinas nucleares movidas a urânio enriquecido.


ESTADOS UNIDOS: O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO DA SUPERPOTÊNCIADesde sua independência, em 1776, os Estados Unidos foram ampliando cada vez mais o seu território, a partir das treze colônias. Alguns territórios foram conquistados após vitória em guerras, como as terras que se estendem dos Apalaches até o Mississipi, pertencentes ao Reino Unido até 1783. Após anexar o Texas, que se separou do México, em 1845, houve uma guerra entre os Estados Unidos e aquele país. Vitorioso, esse país ampliou o território até a Califórnia, em 1848, à custa de mais da metade do território mexicano. Outros territórios foram incorporados por meio de compra: Louisiana, em 1803, comprada da França; Flórida, em 1819, adquirida da Espanha; Alasca, em 1867, comprado da Rússia. Um acordo firmado com o Reino Unido, em 1846, garantiu o acesso a territórios no noroeste, em troca de não-agressão ao Canadá.

Finalmente, o Havaí, em disputa com o Japão, foi anexado em 1898, transformando-se no qüinquagésimo estado norte-americano.Uma combinação de fatores de ordem política, social, econômica, cultural e natural explica a industrialização dos Estados Unidos, concentrada inicialmente no nordeste do país. A hegemonia política e econômica do modelo de sociedade originado das colônias de povoamento, a hegemonia da burguesia nortista após a Guerra de Secessão, leis que favoreceram a entrada de imigrantes, que constituíram uma ampla reserva de mão-de-obra e um amplo mercado consumidor, a enorme disponibilidade de minérios e combustíveis fósseis, o fortalecimento da ética do trabalho entre a população, a facilidade de escoamento da produção pelos Grandes Lagos, ligados com o oceano através de rios, entre outros fatores.O fato de o norte das treze colônias ter nascido sem importância para o Reino Unido fez com que essa metrópole exercesse um controle pouco rígido sobre a região, em comparação ao que exercia em suas outras colônias, como a Índia ou as da África e do Caribe, muito mais importantes do ponto de vista econômico. Isso ocorreu porque o norte das treze colônias não tinha muita coisa valiosa a oferecer aos colonizadores. Não tinha clima tropical para a introdução de plantations, não tinha metais preciosos, nem era estratégico, daí o controle flexível. Isso foi de suma importância para os Estados Unidos, pois acabou criando as condições para a separação e, posteriormente, para a industrialização dessa região, que, com o passar do tempo, tornou-se a mais importante dentro do território norte-americano.4. O fim da Guerra de Secessão, com a vitória nortista, marcou a hegemonia da burguesia urbano-industrial ascendente sobre a aristocracia rural-agrária do sul. Com a vitória nortista, a burguesia impôs seu modelo de sociedade e seus interesses ao restante do país. Passou a controlar o Estado norte-americano e, interessada em ampliar o mercado consumidor para seus produtos, acabou com a escravidão, desenvolveu uma política de doação de terras no Oeste, uma política de modernização do campo etc. Essas medidas colaboraram para a industrialização do país.As principais concentrações industriais estão no nordeste do país, desde a costa litorânea até o sul dos Grandes Lagos, porque, como já foi dito na questão 2, essa região reuniu os fatores mais importantes para o início da industrialização. Apesar da descentralização recente, essa ainda é a região mais industrializada dos Estados Unidos.Com o exagerado crescimento das megalópoles do nordeste dos Estados Unidos, gradativamente foi havendo uma elevação dos custos gerais de produção. A descentralização no pós-guerra é uma tentativa de baixar custos de produção, garantindo, portanto, maiores lucros. As regiões que mais se beneficiaram dessa tendência foram o Sul e o Oeste. As cidades que mais têm crescido nos Estados Unidos são Orlando, Dallas, Houston, Seattle, Phoenix, Portland, Atlanta etc.As indústrias de alta tecnologia – microeletrônica, informática, biotecnologia etc. – , típicas da atual revolução técnico-científica, tendem a se localizar em torno de centros de pesquisa e de universidades, pois necessitam de mão-de- obra altamente qualificada. Poderíamos citar como exemplo o tecnopolo do Vale do Silício, a maior concentração mundial dessas indústrias, localizado ao sul de São Francisco (Califórnia), que se desenvolveu em torno da Universidade Stanford.


ALEMANHA: A EMERGÊNCIA DE UMA POTÊNCIA

Porque 1871 marca a unificação político-territorial da Alemanha com a

constituição do Segundo Reich. A unificação territorial significou também uma unificação econômica. Surgiu um grande mercado consumidor, sem barreiras para a circulação de produtos e capitais, com uma moeda única, uma política econômica válida para o território inteiro, e uma legislação fiscal e trabalhista também única.

Enfim, a unificação política criou condições econômicas para um grande processo de acumulação de capitais, que antes era dificultado pela fragmentação territorial.A Alemanha não tinha muitas colônias porque se unificou tardiamente. Assim, enquanto o Reino Unido e a França estavam conquistando territórios, esse país estava ainda empenhado na unificação do seu território. Quando se lançou à conquista de territórios externos, no final do século XIX, o mundo já estava praticamente todo dividido entre as principais potências européias.Tanto na Primeira quanto na Segunda Guerra, a Alemanha foi o pivô dos conflitos mundiais pelo mesmo motivo.Ambas foram resultado do expansionismo alemão, com base na noção de “espaço vital” formulada por Friedrich Ratzel. Era o Estado militarista alemão empenhado em conquistar os territórios necessários para viabilizar sua expansão capitalista, seu crescimento industrial e seu fortalecimento político.4. Após a Primeira Guerra, a Alemanha perdeu vastos territórios, como a Alsácia, a Lorena e o Sarre, para a França. Perdeu também territórios para a Polônia, com a criação do corredor polonês, isolando a Prússia Oriental. Além de perder territórios do próprio corpo do país, perdeu as poucas possessões coloniais que possuía. A Segunda Guerra foi, em grande medida, uma revanche às imposições do Tratado de Versalhes, uma tentativa de ampliar a Alemanha que redundou em nova derrota e maiores perdas territoriais. Além disso, a Alemanha, depois de um período de administração interaliada, seria, em 1949, dividida em duas: RFA(ocidental) e RDA(oriental).5. A maior concentração industrial da Alemanha encontra-se na Renânia, nos vales do Reno e do Ruhr, onde se destacam cidades como Colônia, Düsseldorf, Dortmund, Essen etc.Os principais fatores que explicam essa localização industrial são: facilidade de escoamento da produção pela hidrovia do Reno, que desemboca no porto de Roterdã (Países Baixos); grande disponibilidade de carvão mineral; concentração populacional, constituindo reserva de mãode-obra e mercado consumidor etc.Impossibilitadas de concorrer com a competitiva indústria ocidental, praticamente todos os ramos industriais da ex-RDA quebraram: falências generalizadas, desemprego em massa, crise. O governo da Alemanha unificada interveio nesse processo, canalizando bilhões de marcos com o objetivo de reconstruir a abalada infra-estrutura do lado oriental, na tentativa, diga-se de passagem bem-sucedida, de atrair investimentos para dinamizar sua economia. O ritmo de crescimento da ex-RDA é bastante rápido, muitos investimentos estão afluindo, as indústrias estão se modernizando, o desemprego está diminuindo. O que teve um papel fundamental nessa recuperação foram os subsídios do lado rico, os capitais da ex-Alemanha Ocidental.


JAPÃO: DO NASCIMENTO DA POTÊNCIA À CRISEA era Meiji, que se estende de 1868 a 1912, foi de fundamental importância para o Japão, porque foi nesse período que o país se modernizou. Tendo o Estado como agente indutor do processo de modernização-industrialização, o Japão emergiu como potência já no início do século XX. Nesse período, o Estado encarregou-se de abrir o país ao exterior, de investir em educação, de implantar a infraestrutura necessária para a industrialização, de abrir as primeiras fábricas (que com o tempo foram vendidas aos clãs mais poderosos do país), de investir na sua capacitação bélica etc.

No início do século XX, o processo de industrialização japonês deparou com um problema estrutural que, se não fosse resolvido, poderia inviabilizá-lo: a escassez crônica de matérias-primas e de fontes de energia, a limitação de seu mercado interno e a exigüidade das terras agricultáveis. Na tentativa de solucionar esses problemas, o Japão trilhou o mesmo caminho já seguido pelos europeus e norteamericanos, ou seja, procurou expandir-se territorialmente.O imperialismo japonês apoderou-se de vastos territórios no leste e sudeste da Ásia: Manchúria e outras partes da China, Coréia, Hong Kong, Filipinas, Indochina etc. A fase de maior expansão territorial coincidiu com a Segunda Guerra Mundial, que, no entanto, também marcou o fim do imperialismo japonês após a sua derrota.Teve um papel fundamental no processo de recuperação do Japão no pós-guerra a intervenção norte-americana, durante o período de ocupação, impondo aos japoneses uma série de reformas de cunho modernizante, ao mesmo tempo em que canalizava 2,5 bilhões de dólares (entre 1947-50), a título de ajuda. Além disso, o país dispunha de numerosa mão-de-obra, barata e qualificada, que durante muito tempo foi bastante explorada, possibilitando altos lucros aos industriais. Paralelamente, o Estado investiu maciçamente em educação, pesquisa, desenvolvimento e infra-estrutura, atuando ainda na economia como agente planejador. A reconstrução das fábricas e da infraestrutura em bases mais modernas permitiu, num curto período de tempo, um grande aumento de produtividade.O Japão é, devido à limitação de seus recursos, um grande importador de matérias-primas agrícolas, minerais e fósseis, de energia e de alimentos, que são, em geral, mercadorias baratas. A muitos desses produtos primários agrega capitais, tecnologia sofisticada, mão-de-obra qualificada e bem-remunerada, produzindo bens de capital e de consumo que são exportados em grande escala por preços relativamente muito maiores, o que lhe permite obter grandes vantagens no comércio externo. O Japão é um grande exportador de automóveis, produtos eletrônicos em geral, navios, relógios, motocicletas, produtos fotográficos e cinematográficos, máquinas, aço etc.As principais concentrações industriais aparecem no eixo da megalópole japonesa, especialmente no sudeste da ilha de Honshu. Deve-se destacar, no entanto, as regiões de Tóquio e Osaka, que juntas concentram cerca de metade da produção industrial do país.6. O principal tecnopolo japonês é a Cidade da Ciência de Tsukuba, localizada a uns 60 quilômetros a nordeste de Tóquio. Sua implantação desde o início (anos 60) ficou sob a responsabilidade do governo japonês, que ao longo dos anos 70 e 80 construiu diversos centros de pesquisas. Essa é a principal diferença em comparação com o Vale do Silício, nos Estados Unidos. Enquanto Tsukuba foi um projeto governamental, no início todo bancado pelo Estado japonês, o Vale do Silício é, desde o início, um empreendimento eminentemente privado, dominado por grandes corporações norte-americanas, como a HP e a Intel. Atualmente há em Tsukuba 46 institutos governamentais de educação e pesquisa, entre os quais a Agência NacionalEspacial do Japão (Nasda), o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada (AIST) e a Universidade de Tsukuba. Desde meados dos anos 80 muitas empresas privadas também têm se instalado nesse tecnopolo.O grande acúmulo de riquezas no país provocou uma crescente especulação com ações, levando a uma enorme alta na Bolsa de Tóquio. Enquanto isso, os bancos japoneses fizeram grandes empréstimos sem critério, principalmente para o ramo imobiliário, o que provocou uma grande especulação nesse setor. Os preços dos imóveis no Japão subiram exageradamente, transformando-se nos mais altos do mundo. Essa bolha especulativa – financeira e imobiliária – estourou no início dos anos 90. Os preços das ações e dos imóveis despencaram, fazendo a crise se propagar pela economia real. Os bancos, não tendo como receber dos devedores, não faziam novos empréstimos. Muitas empresas – indústrias, bancos, corretoras etc. – foram à falência, levando o país à estagnação econômica.


DE UNIÃO SOVIÉTICA A RÚSSIA: ASCENSÃO E QUEDA

DE UMA SUPERPOTÊNCIAImplantou-se na União Soviética uma ditadura de partido único, o Partido Comunista da União Soviética (PCUS). O poder estava concentrado nas mãos do politburo, composto por uma elite dirigente. O cargo mais importante na hierarquia de poder era o de secretário-geral do PCUS, cujo ocupante era indicado pelos membros do politburo. O poder também estava concentrado geograficamente. O centro de poder era o Kremlin, em Moscou (Rússia). A economia foi planificada e estatizada e montou-se uma gigantesca burocracia para controlá-la. O órgão máximo de planificação era a Gosplan.

Na década de 70, as economias capitalistas desenvolvidas, movidas por acirrada competição, protagonizaram saltos tecnológicos, principalmente com a robótica e a informática, atingindo um elevado grau de produtividade e de competitividade. Como resultado da chamada Terceira Revolução Industrial ou revolução técnico-científica, esses países, com destaque para os Estados Unidos, Japão e Alemanha, passaram a produzir bens cada vez mais sofisticados e baratos. Na União Soviética, a economia era planificada e estatizada, portanto, não-concorrencial e cada vez mais burocratizada. Além disso, o país historicamente priorizou a indústria de base e o setor bélico e aeroespacial, não acompanhando os rápidos avanços atingidos pelos países capitalistas desenvolvidos. Apresentava, portanto, uma crescente defasagem nos indicadores de produtividade.A escassez de bens de consumo provocava enormes filas e a população reclamava também da péssima qualidade dos bens à venda. Na década de 80, a crise já era muito grave. Com a eleição de Ronald Reagan, os Estados Unidos elevaram muito seus gastos com armas, forçando a União Soviética a fazer o mesmo, agravando ainda mais a crise que o país atravessava. Gorbatchev, ao assumir o cargo de secretário-geral do PCUS, diferentemente de seus antecessores, passou a admitir publicamente que o país vivia uma grave crise. Em seu livro Perestroika – novas idéias para o meu país e o mundo, ele fez uma crítica ao regime soviético e defendeu uma série de mudanças. Logo em seguida, anunciou várias reformas de cunho modernizante, tanto no plano político como no econômico.Perestroika designava um conjunto de medidas econômicas de cunho reformista idealizadas para reestruturar a combalida economia soviética, modernizando-a. Já a glasnost era um conjunto de medidas de caráter político que visava desmontar o arcabouço ditatorial que imperava na União Soviética. Pode ser interpretada como uma abertura política, ou melhor, como a implantação de um governo transparente. Seria uma nova era de transparência política, que obviamente não era atributo da ditadura de partido único.Com a abertura política, os movimentos nacionalistas se fortaleceram e os setores que defendiam o separatismo ganharam mais espaço. Particularmente nos países bálticos, surgiu um movimento separatista muito forte e organizado.Aproveitando o caos político que imperava na União Soviética, com a tentativa de golpe de Estado em agosto de 1991, que enfraqueceu o poder central, Lituânia, Letônia e Estônia proclamaram a independência. Essa atitude foi logo imitada por outras repúblicas nos meses seguintes, até que, em dezembro desse mesmo ano, Bóris Yeltsin decretou a independência da Rússia, a mais poderosa e importante República Soviética. O acordo de Minsk, assinado logo depois, criou a CEI – Comunidade de Estados Independentes –, selando definitivamente o fim da União Soviética.As principais concentrações industriais na Rússia estão na região de Moscou, capital do país, onde está o maior mercado consumidor e a maior concentração de mão-de-obra, com predominância de indústrias de bens de consumo, e na região dos Montes Urais, devido à grande disponibilidade de recursos minerais, com a predominância de indústrias de base.


CHINA: “A ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO”Após a Revolução Chinesa de 1949, com a vitória dos comunistas, sob a liderança de Mao Tse-tung, implantouse na China um regime muito parecido com o da então União Soviética, superpotência que apoiou o movimento no início. Como resultado, surgiu a República Popular da China, também conhecida como China Comunista. Politicamente, estruturou-se uma ditadura de partido único, com o poder centralizado em Pequim. As atividades econômicas foram quase totalmente estatizadas e planificadas.Derrotados pelos comunistas, os nacionalistas, sob a liderança de Chiang Kai-shek e sob a proteção norte-americana, refugiaram-se em Formosa, fundando a República da China, também conhecida como Taiwan. Sob a ditadura militar do Kuomintang, organizou-se na ilha uma das economias capitalistas mais dinâmicas da região, pois Taiwan é um dos Tigres Asiáticos.Com a morte de Mao Tse-tung, em 1976, Deng Xiaoping foi indicado para substituí-lo como secretário-geral do PCC, passando a ser o homem forte do regime. A partir de 1978, Deng deu início a um processo de abertura econômica que se aprofundou a partir de 1982, com a criação das primeiras zonas econômicas especiais.“Economia socialista de mercado” é o nome dado pelos líderes chineses a um sistema que tenta compatibilizar uma economia cada vez mais aberta aos investimentos estrangeiros e que, por isso, tem de conviver com a iniciativa privada e mesmo com a propriedade privada, mas que continua, porém, sob o controle do Estado.As zonas econômicas especiais são porções do território chinês localizadas nas províncias litorâneas, onde os capitais privados têm grande liberdade de atuação. Essas zonas oferecem muitas vantagens ao capital estrangeiro, que aflui em grande quantidade com o objetivo de auferir altos lucros. São as regiões mais dinâmicas da economia chinesa e produzem basicamente bens de consumo para exportação.A China é a economia que mais cresce no mundo, devido às grandes vantagens que oferece aos capitais estrangeiros, notadamente nas zonas econômicas especiais. Os custos de produção são muito baixos no país, portanto os lucros são muito altos, devido à enorme disponibilidade de mão-de-obra muito barata, relativamente qualificada e disciplinada; aos incentivos fiscais concedidos pelo regime; às facilidades concedidas aos exportadores; à boa infraestrutura; ao baixo custo da terra, da energia, das matérias- primas, entre outros fatores. Enquanto a China como um todo tem crescido a uma média de quase 10% ao ano desde o início da década de 80, as zonas econômicas especiais têm apresentado taxas maiores de crescimento.Guangdong, por exemplo, apresentou uma taxa média de crescimento anual de 12,5% desde 1980. Esse enorme crescimento aumentou consideravelmente a participação chinesa no comércio mundial, bem como a riqueza nacional, mas também trouxe problemas. Aprofundou-se a desigualdade social e regional, estimulando a migração interna em direção às regiões mais dinâmicas, aumentando o desemprego e colaborando para manter os salários em níveis muito baixos.

 

segunda 25 junho 2007 15:56 , em GEOGRAFIA



7 comentário(s)

  • renata Dom 12 Ago 2012 23:28
    muito maneiro esse site amiii muito completo o conteudo e a imagem de fundo e muito legal porque tem um efeito maneiro quando voce sobe ou desce muito legal, vou passar para os meus amigos!!!
  • kedson mailto Sáb 28 Abr 2012 21:05
    muito massa esse site
  • Poliana Sex 25 Nov 2011 22:38
    adoro esse site, muiito bom mesmo !
  • alisson Dom 30 Out 2011 19:21
    texto otimoooooooo
  • catarina mailto Seg 24 Out 2011 15:02
    UM testo muito bom e bem influencivo para estudos de todo tipo
  • roney mailto Qui 06 Out 2011 01:51
    otmo e completo
  • Daniela Ter 16 Ago 2011 22:44
    preciso saber. porque o BRIC se industrializaram tardiamente? Obrigada (:


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